Objetivos de desempenho:

  • Os participantes estarão aptos a descrever a diferença entre a aplicação subjetiva e a aplicação objetiva de características, comportamentos e indicadores situacionais.
  • Os participantes estarão aptos a descrever o possível efeito de "modelos mentais" na tomada de decisões e ações durante os contatos entre a polícia e os cidadãos.

I. Suspeita individualizada e perfil comportamental

A. A maioria das pessoas concorda que o perfil racial é errado, além de ser uma forma inadequada de os policiais fazerem abordagens no trânsito. Mas raramente ouvimos da mídia ou de outros grupos interessados sobre o modo "correto" de identificar criminosos e de abordá-los. O fato é que a identificação da atividade criminal é difícil. Quais são os diferentes sinais e pistas que um policial pode usar para investigar uma atividade criminal? É apropriado abordar uma pessoa na estrada quando o policial tem baixo poder discricionário? Onde podemos traçar uma linha entre o trabalho bom e sólido da polícia e práticas questionáveis?

B. O objetivo deste módulo é dividir as diferentes ferramentas e indicadores que os policiais têm à sua disposição para fazer contato com os cidadãos. Isto é, tentaremos esclarecer os diferentes componentes da atividade criminal que os policiais devem usar para realizar seu trabalho na defesa das leis e na prevenção da atividade criminal. A finalidade deste módulo é esclarecer e ajudar a habilitar os policiais a articular as pistas e os processos, além de avaliar a atividade criminal.

C. Dividimos os "componentes da atividade criminal" em três categorias básicas para fins de explicação e esclarecimento: características, comportamentos e indicadores situacionais.

  • Características são aspectos peculiares que podem auxiliar na identificação de um indivíduo.
  • Comportamentos são ações realizadas por um indivíduo e podem ser diretamente observados pelo policial ou descritos por uma testemunha após a respectiva ocorrência.
  • Indicadores situacionais referem-se a outros componentes da atividade criminal e podem ser definidos como associados a circunstâncias, informações ou eventos que podem sugerir atividade criminal.

D. O uso de componentes da atividade criminal - modelos mentais

  • Modelos mentais ajudam as pessoas a compreender e classificar informações. Quando não há informações sobre uma situação, a tendência é "preencher" tais informações com nossas próprias experiências, valores, culturas e crenças.
  • Os modelos mentais permitem filtrar grandes quantidades de informações; eles evoluem e mudam com o passar do tempo, à medida que novas informações e experiências ocorrem Geralmente contêm muitos erros e contradições, mas são frequentemente tão vagos que podem ser usados até se estiverem incorretos.
  • Os modelos mentais têm sua origem em uma parte primitiva do cérebro denominada Sistema Límbico, cuja principal função é a sobrevivência e a reprodução. O Sistema Límbico funciona abaixo da consciência e constantemente processa percepções sensoriais para qualquer coisa que possa representar uma ameaça ou uma vantagem para os interesses de sobrevivência e reprodução. Qualquer percepção considerada uma ameaça ou vantagem resulta em alterações mentais e fisiológicas imediatas, incluindo a liberação de poderosos hormônios e a geração de estados emocionais como raiva, medo ou prazer. Essas alterações começam antes do conhecimento consciente e afetam nossos sentimentos subjetivos sobre uma situação e nossas decisões.

Devido à natureza primitiva dessa parte do cérebro e à necessidade de uma ação rápida e de decisões necessárias para garantir a sobrevivência, o Sistema Límbico depende do pensamento binário estereotipado baseado em medos geneticamente preparados, experiência pessoal, educação e antecedentes culturais. O pensamento límbico inclui a poderosa tendência de classificar pessoas e grupos como "nós ou eles". Isso significa que baseado em características superficiais como raça, outra pessoa ou grupo pode ser automaticamente classificado como perigoso e ser evitado ou como amigável e ser acolhido.

Nossas mentes estão predispostas em situações consideradas perigosas ou críticas a recorrer ao pensamento límbico antes dos processos de pensamento consciente. Assim, temos a origem de poderosos estereótipos baseados em raça que influenciam nosso sentimento subjetivo acerca de outras pessoas com base em raça ou etnia. A pesquisa tem mostrado que a maioria das pessoas, incluindo grupos minoritários, em uma base límbica denominada "preconceito implícito", associam pessoas de cor com periculosidade e automaticamente se tornam hipervigilantes.

  • Um ponto crítico aqui é que temos uma tendência de usar modelos mentais na ausência de informações específicas. Isso significa que quando não temos todos os fatos, usamos esses modelos para nos ajudar a entender a situação.

II. Conduta durante uma abordagem

Esta parte do treinamento contém um cenário com múltiplas partes que fornece informações para a polícia e cidadãos sobre uma abordagem no trânsito.

  • A primeira parte do cenário mostra uma abordagem no trânsito do ponto de vista do policial, incluindo formas de abordagem não recomendadas, mas que são usadas por parte dos policiais.
  • A segunda parte do cenário mostra a abordagem no trânsito do ponto de vista do motorista e também contém os comportamentos não recomendados, mas que são geralmente constatados pela polícia.
  • Finalmente, o terceiro cenário mostra como uma abordagem no trânsito deve ser realizada, além de um comentário sobre como este cenário é bem mais favorável dos pontos de vista dos policiais e dos motoristas.